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Euclides
A conquista do espaço



Como o homem começou a medir e compreender o espaço em que vivia? Como chegou a definir, em termos conceituais, o que era um plano, uma reta, um quadrado ou um triângulo? Lendo Euclides - A Conquista do Espaço, novo livro da Coleção IMORTAIS DA CIÊNCIA, da Odysseus Editora, o leitor brasileiro vai conhecer o que se sabe sobre a obra e o homem que se tornou conhecido como o Pai da Geometria.

Escrito de forma clara e divertida pelo professor Carlos Tomei, professor da PUC-Rio e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, o livro busca elucidar alguns dos mistérios que cercam a figura de Euclides e tornar mais acessíveis as leis matemáticas associadas a seu nome.

Na verdade pouco se sabe sobre esse quase anônimo gênio do pensamento grego, que teria vivido no Egito, na Alexandria helênica, por volta de 300 a.C. Chegou-se até a especular que o nome Euclides, na verdade, ocultaria o trabalho de todo um conjunto de sábios helênicos, dedicados a desvendar os mistérios da Matemática.

Infinitamente mais famosa que o homem, porém, é sua obra. Reunida sob o título de Elementos, ela engloba o conjunto de 13 volumes cuja autoria é atribuída a Euclides. Poucos sabem que Elementos é o segundo livro mais editado no Ocidente, perdendo apenas para a Bíblia. Isso dá uma idéia da importância basilar do pensamento euclidiano para a nossa percepção do espaço e concepção de mundo.

Os Elementos, que provavelmente Euclides compilou em colaboração ou coordenando o trabalho de muitos pensadores, também podem ser vistos como um grande compêndio do conhecimento matemático da época. Ali está reunido o que já era sabido, somado aos resultados dos estudos de Alexandria, numa espécie de enciclopédia da Matemática da antiga Grécia.

É graças a essa obra euclideana que conhecemos o Teorema de Pitágoras - tão famoso entre os estudantes de Geometria nas escolas secundárias -, que fecha o Livro I dos Elementos. No Livro II, Euclides generaliza o Teorema para qualquer triângulo, e não apenas para aqueles com um ângulo reto.

Mas para quem pensa que os Elementos se restringem à Geometria Plana o novo livro da Odysseus abre horizontes, pois revela que os treze volumes dos Elementos vão muito além do que aprendemos no ensino médio.

Na verdade, seria difícil exagerar a influência de Euclides nos últimos dois mil anos de história. Se a Matemática, como disse Galileu Galilei, é a linguagem da Natureza, nos Elementos estão o seu alfabeto e vocabulário, e nas leis da Física as suas regras gramaticais. No trabalho de Euclides percebe-se como os gregos desenvolveram as regras lógicas que servem de arcabouço para grande parte do conhecimento matemático atual.

Os Elementos contêm essas regras lógicas primordiais que definem nosso modo de ver o mundo e de quantificá-lo através de padrões geométricos ou relações numéricas. Essa visão matemática da realidade veio da tradição pitagórica, da qual Euclides foi legítimo herdeiro. Para os pitagóricos compreender as relações entre os números e como elas descrevem a Natureza era equivalente a decifrar a obra do Grande Geômetra do Universo, ou seja, Deus.

A semente dessa idéia está viva até hoje na Ciência Moderna. Não que todo matemático busque Deus em suas equações. O que ocorre é que as proporções, as simetrias e as relações entre objetos e padrões reveladas, por exemplo, na Geometria euclideana, encontram ressonância em nossas mentes. Essa ressonância entre o pensar sobre o real, o logicamente possível e o que existe de fato é expresso pela Matemática. E a Matemática não seria o que é sem a base, conceitual e lógica, que o imenso trabalho de Euclides consolidou.

SERVIÇOS:
Autor: Carlos Tomei
ISBN: 85-88023-85-7 - 2ª edição
Preço: R$ 22,00
120 páginas



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